Jantar feliz com chuva feliz!

Pra começar o mês animado!

Domingo a noite, você esta cansado(a), entediado(a), nada de interessante passando na tv, está com fome e quer fazer alguma coisa divertida. O que fazer?

R: COZINHAR, ORAS!

Então foi o que fiz agora a pouco e o resultado foi esteArroz integral, lentilha, cenoura ralada e abobrinha grelhada! E água de coco para acompanhar.

Para preparar tudo foram necessários:

1 xícara de lentilha

1 1/2 copo americano de arroz integral

1 abobrinha pequena

1 cenoura média

2 cebolas, uma média e outra grande

10 dentes de alho (sim, eu gosto de alho!)

1/2 colher de chá de páprica picante

azeite

sal(muito pouco)

Preparando:

Comecei pela lentilha, deixando ela de molho na água 3 horas antes, para facilitar no cozimento. enquanto a lentilha ficava na água piquei a cebola grande e 7 dentes de alho em pedaços grandes. Coloquei no fogo 2 xícaras de água, enquanto isso, coloquei o alho picado na panela e frite-os no azeite até dourar um pouco, logo em seguida a cebola picada. Deixei a cebola refogar um pouco. Escorri a lentilha reservando 1 xícara da água. Coloquei a lentilha na panela com o alho e a cebola, mexi, e quando a água, que estava no fogo ferveu, joguei ela na panela junto com a outra xícara de água. Sal a gosto e 1/2 colher de chá de páprica picante, Mexi, tampei e deixei cozinhando no fogo alto. A lentilha esta boa quando os grãos estão macios, então vá provando de tempos em tempos.

Para o arroz integral piquei os 3 dentes de alho restantes e a cebola média, fritei o alho e a cebola e joguei o arroz ja lavado e escorrido. Mexi e coloquei 4 copos americanos de água. Uma pitada de sal, mexi, tampei e deixei cozinhando no fogo baixo! O arroz integral demora um pouco mais para cozinhar que o arroz branco e precisa de mais água, mas é feito do mesmo modo.

A abobrinha grelhada foi muito simples, parece uma coisa sofisticada mas só no nome. Lavei a abobrinha bem lavada com bucha e sabão! Tirei as pontas e fiz cortes, um transversal, partindo-a no meio e cortes longitudinais com a espessura de 1 centímetro. Pitadas de sal por cima das fatias e coloquei-as no grill elétrico do George que tenho aqui hehehe. Se você não tem um grill elétrico não tem problema, da pra fazer na frigideira, sem óleo se ela for antiaderente ou só um pouquinho de óleo para não grudar se ela não for. Deixe as fatias até dourar, vire do outro lado e deixe até dourar também. A cenoura eu só descasquei e ralei no ralador.

E pronto, montei o prato e tirei a foto. Para acompanhar água de coco que eu apanhei aqui dos coqueiros do condomínio do prédio, coco do meio do cerrado! e foi este o jantar feliz, junto com uma chuva gostosa que a mais de 100 dias não caía por essas bandas de Uberlândia.

Hábraços fortes e bom resto de domingo.

Vinícius.

Comida limpa

Bom dia, segunda-feira!

Passei o primeiro final de semana no Assentamento Contestado (Lapa/PR) fazendo a coleta de dados do TCC. Mas muito mais do que isso, o sábado e o domingo foram ricos em histórias, receitas, comida da melhor qualidade e chimarrão!

Pra começar o dia feliz me deparava com os simples e deliciosos café da manhã na Escola Latino-Americana de Agroecologia, com café cheiroso passado na hora, leite saborosíssimo (e olha que tô longe de ser uma apreciadora do alimento), pão caseiro com aquela casquinha crocante e melado de cana ou doce de fruta pra passar no pão. Huuuum!

Mas o que marcou mesmo o final de semana foi o domingo. Enquanto caminhava pela estrada em busca das famílias que trabalham com agroecologia me deparei com um cachorro um tanto irritado com a minha presença por lá, fato esse que me obrigou a sair correndo e praticamente invadir a casa de uma família na tentativa de me proteger. Depois do susto veio a vergonha de ter entrado na casa daquela maneira, mas no final das contas foi extremamente produtivo. Acabei conhecendo uma família linda, divertida e acolhedora.

Como era domingo o dia era de almoço na casa da nona! Não resisti ao convite pra fazer parte do almoço e acabei provando uma deliciosa maionese de inhame, macarronada com molho de tomate e queijo meia cura e um pão que exalava um perfume incrível! Pra acompanhar, suco de amoras colhidas na árvore do fundo de casa.

A conversa durante o almoço, como não podia deixar de ser, girou em torno de alimentação, produção de alimentos, hábitos de vida em diferentes regiões do Brasil e, claro, política. Discutir as razões de uma família que optava pelo plantio orgânico ao invés da agroecologia enquanto tinha a filha ali presente que trabalhava com a agroecologia há 10 anos foi um debate muito interessante.

Ao final do almoço fui conhecer a horta da casa e me deparei com alfaces, cebolinhas, tomilhos fresquinhos e morangos!

E por falar em morangos, quando as frutas são cultivadas sem veneno é outro sabor e outra textura! Desde a primeira vez que provei um morango produzido sem agrotóxicos eu nunca mais comi um morango comprado na cidade com o mesmo prazer. Quando encontramos aquelas caixas com os morango bem vermelho é certo que a grande maioria já está imprópria pro consumo. E quando estão com um aspecto razoável o sabor é de uma acidez quase insuportável. Imaginem a minha alegria de estar na horta e me deparar com moranguinhos vermelhos assim:

Huuuuum! Só de olhar a foto consigo me lembrar do aroma e sabor adocicados e da textura tenra. Colhemos os morangos que já estavam maduros e corremos para lavá-los e desfrutar da sobremesa.

E conversa vai, conversa vem, comentei que o queijo do almoço estava muito saboroso. Acabo sabendo que ele foi feito em casa, com o leite das vacas que estavam no fundo do lote da propriedade da família. Não resisti e acabei comprando um pra trazer pra casa. Diz se não é de dar água na boca?

Apesar da quantidade de sal ser um pouco além daquela que estou acostumada é impossível não apreciar um queijo desses! Exterior durinho e o interior extremamente macio. Acho que usá-lo pra fazer pão de queijo deve ficar sensacional!

Chegando em Curitiba resolvi fazer um sanduíche simples e rápido com ele. Infelizmente não deu tempo de tirar foto pra colocar aqui, mas é bem fácil de fazer. Peguei duas fatias de pão caseiro de farinha de trigo integral, uma colher de chã de azeite de oliva, três rodelas de tomate, duas fatias de queijo e uma pitadinha de tomilho desidratado. Aqueci o azeite em uma frigideira e refoguei as rodelas de tomates até elas começarem a ficar murchas. Retirei-as e coloquei sob uma fatia do pão. Em seguida coloquei as fatias de queijo na frigideira que imediatamente começaram a derreter. Para se ter uma idéia da diferença: quando a gente faz isso com queijo mussarela, especialmente aquele comprado no mercado, parece que sai água do queijo, porque fica aquela gororoba estranha na frigideira. Com o queijo meia cura eu consegui manter a textura firme e cremosa mesmo quando joguei um pouquinho de água e abafei com uma tampa pra acelerar o derretimento do queijo. Depois do queijo derretido coloquei-o sob as rodelas de tomate e salpiquei um pouquinho de tomilho desidratado. Fechei o sanduíche com a outra fatia do pão e só depois que dei a primeira mordida que lembrei de tirar a foto pro blog. Mas aí já era tarde demais!

Sei que com essa experiência deliciosa que tive por esses dias comecei a semana revigorada! E fica a prática de que comida produzida sem veneno e com respeito à terra tem diferenças gritantes em relação a produção massificada de “alimentos” ou então daquelas coisas que vendem no mercado que algumas pessoas insistem em chamar de comida. E pensar que ainda me deparo com professores e alunos dentro dos cursos de Nutrição que se recusam ou negam essa diferença.

Minha sugestão é que como pessoas que se alimentam todos os dias essa relação com a comida seja repensada. Você prefere optar por um alimento saudável em todos os aspectos que englobam essa SAÚDE ou prefere se matar dia a dia com um alimento envenenado? A luta pra garantir um alimento com saúde na mesa pra promover saúde não é fácil mas precisa existir todos os dias.

Boa semana à todos! 🙂

Fernanda

A diferença que um dia faz!

Setembro já passou da metade e eu desapareci de novo.

Agora que a greve acabou, as aulas recomeçaram e o projeto do meu TCC foi finalmente aprovado pelo Comitê de Ética, liberando assim o meu trabalho na coleta de dados, a correria do dia-a-dia voltou a todo vapor!

Aproveitando o tempinho entre arrumar a casa e estudar, corri aqui pra falar sobre um assunto que me deixou bem pensativa nessas semanas que passaram.

O Facebook é uma das redes sociais mais incríveis que eu tive contato. A possibilidade de divulgar eventos, notícias, novidades e a velocidade com que isso atinge as pessoas é fantástica. E no meio disso começou a surgir uma infinidade de “revolucionários preguiçosos” – pessoas que dizem ser contra isso ou aquilo mas que nas suas atitudes do cotidiano não são muito diferentes daquelas que são a favor do “isso” ou do “aquilo”.

Dentre as muitas manifestações de contrariedade e indignação me deparei com muitos levantando as vozes (ou os dedos) em prol dos direito dos animais, contra os maus tratos e o abandono e contra o rodeio. Vai dizer que você aí que está lendo esse post não viu ou até mesmo colocou uma foto dessa:

Eu achei sensacional o sarcasmo, de verdade! Até me deparar com uma das pessoas que colocou essa foto, quando questionada sobre não sentir pena quando comia churrasco, dizendo que ela não estava maltratando nenhum animal. Como não, cara pálida?

É sempre bom lembrar: a carne não nasce no balcão do açougue, na gondola do supermercado ou na banca de peixe na feira. A carne surge de um animal que nasceu, viveu muitas vezes em condições precárias e com uma alimentação questionável e foi morto brutalmente. Alguém já parou pra pensar que a o bife do almoço é nada mais, nada menos, que um cadáver? Vale lembrar que quando falamos em carne, isso significa boi, vaca, peixe, galinha, porco, coelho, jacaré, javali e mais dezenas de outros animais que são mortos e trazido para os pratos. Por mais absurda que possa parecer a minha afirmação, cansei de ouvir gente me perguntando se nem peixe eu comia quando afirmo que eu não como carne.

Eu não estou dizendo que sou a favor do rodeio ou que as pessoas não podem lutar em prol dos direitos dos animais mesmo que sejam onívoras. Não é isso. Só gostaria de questioná-las: se você é contra os maus tratos, porque consumir a carne que é proveniente de crueldade semelhante?

E por favor, não me venham com aquela história de proteínas, vitamina B12, ferro e não sei mais o que.

A dieta vegetariana equilibrada é  suficiente em proteínas, diferente  da dieta onívora que proporciona um consumo muito superior deste nutriente do que o recomendado.

A anemia ferropriva é outro mito. Existem estudos que demonstram que a ocorrência de anemia em onívoros e em vegetarianos é exatamente a mesma. Isso acontece porque, como o consumo de ferro heme por vegetarianos é menor, a absorção de ferro não-heme acaba sendo maior do que em onívoros, equilibrando a absorção do mineral.

Tem um trecho do livro O Dilema do Onívoro, de Michael Pollan, fala algo mais ou menos assim: dizer que você precisa comer carne para ingerir vitamina B12 é o mesmo que dizer que você tem que fazer sexo pra ter um filho. Comer carne, atualmente, é como fazer sexo: puro prazer. E é exatamente isso! Ovo-lacto vegetarianos conseguem ingerir B12 através dos ovos, leites e derivados. Já os vegans precisam suplementar. Ressalto que a suplementação eficiente é aquela administrada intramuscular e prescrita por um médico. Algumas nutricionistas e médicos indicam a suplementação via oral, mas eu tenho algumas ressalvas sobre isso.

E não deixando de lado o prazer, que muitos o utilizam como justificativa para o churrasco do final de semana, garanto que um prato colorido e sem a morte de animais pode ser extremamente prazeroso! O que falta muitas vezes é conhecimento por parte de cozinheiros, chefs de cozinha, donas de casa e afins sobre formas de preparo, temperos e variedades dos vegetais. Monótono, pra mim, é o famoso quarteto arroz-feijão-bife-batata frita.

Aproveite o embalo e reserve um dia na semana pra salvar três vidas: o café da manhã, o almoço e o jantar. Que tal? A iniciativa SEGUNDA SEM CARNE veio pra mostrar que um único dia já faz a diferença. Tem um vídeo que mostra muito bem o que estou falando:

Aproveite que amanhã é segunda-feira e comece a semana fazendo a diferença! Defenda aquilo que você acredita verdadeiramente. E isso vale pra tudo na vida!

Excelente domingo à todos!

Fernanda

Tome cuidado

    Engraçado pensar que há um bom tempo atrás (40.000 a.c.), o homem vivia em cavernas, “escrevia” nas paredes sua história e caçava seu alimento. Isso mesmo, caçava seu alimento (sim! senhoras e senhores somos animais ditos racionais mas muitas vezes eu duvido disso), e por muito tempo se permaneceu assim. Até que um dia o homem deixa de ser nômade e passa a ser sedentário (modalidade de vida que adotamos até hoje só que com algumas diferenças), domesticando animais, fazendo com que não fosse mais necessário correr atrás de sua comida, guardando sementes e cultivando-as, assim não teria que sair pelas matas atrás de frutas, raízes e folhas. Neste momento, o homem passa a ser um agricultor, cultivando seu alimento para sua subsistência. É a partir dai, depois de observar por muito tempo o comportamento e o crescimento das plantações, que se inicia a busca pela qualidade do plantio.

    Depois de muito tempo produzindo alimento nas mesmas áreas agricultáveis, os solos começam a não ser mais tão produtivos assim. O que fazer agora? Desmatar a floresta do lado, arar o terreno e começar a plantar novamente, oras! Pois é, a necessidade da produção de alimentos não é mais para própria subsistência, ela passa a ser para atender uma população, um mercado consumidor. Mas e se não há mais área de cultivo? Os solos que ficaram pobres passam a receber fertilizantes (NitrogênioPfósforoKpotássio) e corretores de pH para que a produção não seja prejudicada  (mas a população aumentou e mesmo assim a produção não é suficiente!). (REVOLUÇÃO VERDE – 60′ e 70′ para acabar com a fome no mundo temos que plantar!). O aprimoramento da tecnologia no campo (no plantio, colheita, irrigação,  preparo do solo, adubação, herbicidas, etc), tinha por objetivo aumentar e melhorar a produção, mas só isso não foi o bastante, já que existe uma busca de ter sempre mais, sustentada por sistemas econômicos extremamente consumistas.

    Finalmente chegamos nos dias atuais, onde as adiversidades trouxeram as pesquisas e com as pesquisas veio o progresso (ai ai pogResso). A busca por uma produção maior, melhor, numa menor área de cultivo tão é intensa que faz o campo ser cada vez mais tecnológico. Considerado um grande “avanço”, o melhoramento genético vem cada vez mais ganhando espaço e  novas sementes geneticamente modificadas (MONSANTO :x) chegam ao mercado para os produtores rurais. Com a proposta de aumentarem a produtividade e acabar com a fome no mundo, estas sementes tem seu DNA modificado para que se tornem resistentes a certos tipos de pragas e/ou herbicidas (Roundup Ready). Sementes mutantes, SIM MUTANTES! Sementes geneticamente modificadas produzem plantas geneticamente motificadas, que por sua vez produzem frutos geneticamente modificados. A mais famosa é a soja transgênica ou soja roundup, criada pela Monsanto e muito cultivada no Centro-Oeste e no Sul do país. Tem esse apelido de soja roundup  (ou soja RR) porque ela foi desenvolvida para ser resistente ao herbicida Roundup Ready, produzido pela Monsanto. Ou seja, o produtor rural planta a soja roundup e faz o controle das ervas daninhas com o herbicida que não vai prejudicar em nada sua linda e verde plantação de soja transgênica. Já todo o resto…† Mas e o problema disso? O grande problema com isso é que como dito ali em cima, uma semente transgênica se desenvolve numa planta transgênica que se reproduzirá com pólens transgênicos (é o pólen que carrega o material genético da planta). Tá, e daí? E daí que a dispersão deste pólen se dá através do vento e ele é carregado para qualquer lugar. Logo, se numa fazenda é plantada soja comum e noutra fazenda ao lado é feito o plantio de soja transgênica, quando a plantação destas duas fazendas florescerem o vento se encarregará de espalhar o pólen de ambas as plantações e, obviamente isso não é possível de ser controlado. Então pólens de plantas transgênicas, carregados pelo vento,  fecundarão plantações de soja comum, fazendo com estas desenvolvam grãos com DNA modificado. Isso não acontece só com a soja, o milho (BT) e tantos outros grãos foram também geneticamente modificados.

    O milho tem uma história de mais de 7 mil anos de cultivo e seu nome significa “sustento da vida”. O milho mais conhecido é o milho amarelo, porém não existe apenas este milho, existe uma centena de variedades com cores, sabores, resistências naturas, sazonalidades distintas de milho que foram ao longo do tempo selecionadas e melhoradas naturalmente para cada tipo de clima, estação do ano e tipo de solo, necessitando de muito menos insumos agrícolas, e com o cultivo do milho trangênico esse reservatório gênico que demorou anos e anos para ser formado corre o risco de ser contaminado com o DNA artificial criado pelo homem.

    Para além do perigo da contaminação gênica, vários estudos feitos em laboratório mostram que o consumo de alimentos trangênicos tem efeitos maléficos aos rins e ao fígado de ratos. O mais assustador de tudo isso é que estes produtos estão nas prateleiras dos supermercados, com seus rótulos lindos e brilhantes, esperando cairem dentro do seu carrinho. Não se tem ao certo o mal que estes alimentos podem causar à saúde humana e, num primeiro momento, quando foram aprovar a liberação para o plantio de alimentos transgênicos (no Brasil, a responsável por isso é a Comissão Nacional Técnica de Biossegurança – CTNBio) contestou-se se eles não fariam mal, porém o sistema ($) fala mais alto. Se um dia vierem a proibir a produção de alimentos geneticamente modificados (o que eu acho difícil) e as criadoras destas sementes ficarem sem cobaias humanas para testá-los, não tem problemas! Se você for ao pet shop comprar ração para seu animal de estimação preste atenção nas embalagens das rações, você encontrará um TRIÂNGULO AMARELO COM UM T NO MEIO que quer dizer: “este produto tem em seus ingredientes OGM (organismos geneticamente modificados)”.

        

ome cuidado!

Cardoso.

Improviso

Sabe como é essa vida de universitário: morar sozinho e ter que se virar pra tudo muitas vezes cansa e a gente acaba se rendendo ao mais prático mas nem sempre mais saudável e saboroso. Acho um tédio cozinhar só pra você comer, mas as vezes é necessário.

Cansada do excesso de sal e gordura que só um delivery pode te proporcionar, resolvi pegar na faca hoje, mesmo sabendo que só eu iria comer. Abri a geladeira e percebi que eu preciso urgente ir ao varejão ou à feira. Como a tempestade lá fora era grande acabei tirando da gaveta algumas coisas que tinham e pensando no que dava pra fazer.

Eis o resultado:

Peguei 6 batatas grandes e coloquei pra cozinhar inteiras mesmo, com casca e tudo (lembrando da necessidade de se fazer a higienização correta de todos os alimentos). Adoro batatas com casca e também é a melhor forma de cozinha-las. Mesmo que você retire a casca depois, mantê-las durante a cocção preserva o sabor, a cor e alguns nutrientes. Enquanto cozinhavam, cortei 4 tomates italianos em quatro partes e retirei as sementes e descasquei 10 dentes de alho grandes e os mantive inteiros.

Quando as batatas estavas começando a ficar macias, mas ainda firmes, escorri a água e coloquei os pedaços em um refratário. Dispus os tomates cortados por cima e encaixei os dentes de alho entre as batatas e os tomates. Polvilhei pimenta calabresa, sal e orégano e reguei com azeite de oliva. Cobri o refratário com um papel alumínio e levei ao forno já pré-aquecido por aproximadamente 40 minutos a 180 graus.

Enquanto o fogo fazia o seu trabalho, peguei um pimentão amarelo, um pimentão verde, meia cebola grande e cortei em cubinhos pequenos. Misturei tudo no suco de um limão, uma pitada de sal e pimenta tabasco defumada e a saladinha pra acompanhar estava pronta!

40 minutos depois retirei o papel alumínio e coloquei alguns cubinhos de queijo mussarela entre as batatas e os tomates e polvilhei um pouco mais de meio pacote de queijo parmesão ralado por cima. Levei de volta ao forno e 15 minutos depois estava pronto!

Delicioso, saboroso, barato e prático! O que demora mais é o tempo que fica no forno, mas o preparo é super simples!  E em um dia um pouco gelado e molhado como hoje caiu super bem! Recomendo!

Jantar vegetariano

Um milhão e meio de desculpas pela ausência nos últimos tempos! Durante as férias eu sai de órbita e nas últimas duas semanas tive alguns problemas com a senha do blog! Mas agora tudo volta à normalidade.

Falando em férias, durante as semanas que fiquei em Marília eu e o Vi resolvemos fazer um jantarzinho vegetarianíssmo pra família dele!

Quando você não come carne sempre tem alguém na mesa que joga a pergunta: “Mas você como o quê?” Gente, nem só de animal morto vive o homem! E por causa disso e também pensando no cardápio do nosso casamento resolvemos pensar num jantar agradável em família com vegetarianos predominando na mesa.

Não deu tempo de tirar foto de todos os pratos, mas as que foram tiradas ainda estão na câmera do Vi e sem previsão de serem passadas pro computador por conta de um vírus que tá dificultando o processo. Espero que essas fotos não se percam e eu consiga atualizar o post com elas!

Vamos ao cardápio!

Enquanto as panelas borbulhavam na cozinha fizemos um aperitivo bem suave! Ainda precisamos dar um nome, mas ele é composto de abobrinha, cream cheese e pimenta biquinho! O preparo é bem fácil: pegue uma abobrinha pequena e não  muito gordinha e fatie na espessura de um dedo. Em uma panela com água fervendo e um pouquinho de sal jogue as rodelas de abobrinha por aproximadamente 3 minutos (CUIDADO! USE UMA ESCUMADEIRA PARA COLOCAR AS ABOBRINHAS NA ÁGUA!) de modo que elas ainda fiquem firmes. Retire-as e dê um choque térmico em uma bacia com água bem gelada (se preferir, coloque algumas pedras de gelo). Deixe-as um tempo na água fria e depois escora bem as fatias. Coloque o cream cheese como se estivesse colocando chantilly em um sorvete em cima de cada fatia de abobrinha. Finalize com a pimenta biquinho e sirva!

Como estava friozinho, para a entrada fizemos uma sopa creme de abóbora com alho poró. Usamos cerca de 1kg de abóbora cabotiã, aproximadamente 1,5 litros de água, 5 bulbos médios de alho poró, 1 colher (sopa) de azeite de oliva, sal, alecrim (fresco ou desidratado) e pimenta-do-reino preta à gosto. No nosso caso, nós usamos a água do cozimento das lentilhas, mas do contrário pode ser água filtrada/mineral mesmo. Para o preparo, coloque a abóbora picada em cubos para cozinhar na água. Quando a abóbora estiver macia, leve os pedaços ao liquidificador acrescentando a água do cozimento aos poucos, de modo que a textura fique bem cremosa e homogênea. Em uma panela, aqueça o azeite e o frite o alho poró cortado em fatias finas. Quando eles já tiverem amolecido, acrescente o creme de abóbora, os temperos a gosto (lembrado pra cuidar na quantidade de sal) e deixe levantar fervura. Acompanha bem queijo parmesão ralado e torradinhas.

Para o prato principal servimos tomate recheado com salada de lentilhas e pimentões, brócolis ao alho, farofa de oleaginosas e arroz branco.

Para o tomate: 10 tomates médios bem maduros; 1 1/2 xícara de lentilhas secas; 1 pimentão vermelho grande; 1 pimentão amarelo grande; 1 cebola média; 150g de queijo tipo mussarela; sal e pimenta-do-reino preta a gosto.

Coloque as lentilhas de molho em 3 xícaras de água quente por aproximadamente 30 minutos. Corte uma tampinha do tomate e retire as sementes, com cuidado para não perfurar o fruto. Passe sal no interior do tomate e deixe-os de cabeça para baixo em um refratário enquanto prepara a lentilha para escorrer a água.

Depois de hidratadas, cozinhe as lentilhas até ficarem macias. Escorra a água e dê um choque térmico (ou se tiver preparando com tempo hábil, deixe na geladeira até esfriar). Pique os pimentões e a cebola em cubos pequenos e misture na lentilha já cozida e tempere com sal e pimenta. Depois dos tomates já escorridos, recheie com a saladinha de lentilha. Leve ao forno médio pré-aquecido por em média 30 minutos ou até que os tomates comecem a ficar levemente enrugados. Retire do forno e finalize os tomates com uma fatia de queijo dobrada no meio em cima de cada um. Retorne ao forno até que o queijo derreta.

Para o brócolis: 1 cabeça de brócolis japonês; 1 cabeça grande de alho; 1 colher (sopa) de azeite de oliva; sal a gosto. Cozinhe o brócolis (o ideal é cozinhar no vapor) até ficar bem verdinho e ainda al dente. Fatie o alho bem fino e em uma frigideira com o azeite aquecido, frite o alho até ficar bem dourado, com cuidado para não queimar. Despeje o alho frito sobre o brócolis e acrescente o sal.

Para a farofa: 1 xícara de farinha de rosca; 1/2 xícara de amendoim torrado; 1/2 xícara de castanha-do-Pará; 1 cenoura grande ralada no ralo fino; 1/2 cebola grande cortada em fatias finas; sal e azeite de oliva á gosto. Aqueça o azeite e adicione a cebola fatiada até que ela comece a amolecer. Acrescente a cenoura ralada, o amendoim e a castanha-do-Pará e refogue por um tempo. Vá acrescentando a farinha de rosca aos poucos e o azeite conforme julgar necessário. Finalize com o sal. Falo de usar o azeite a gosto porque tem gente que gosta de farofas mais seca ou mais molhadinhas, então fica a critério. Mas não exagere! Azeite também é gordura! Você pode reduzir a quantidade de farinha também para deixar mais ou menos úmida.

Para o arroz: 1 copo de arroz branco; 2 copos de água filtrada/mineral; 1/2 cebola picada em cubos pequenos; 5 dentes de alho; 1 colher (sopa) de azeite de oliva ou óleo vegetal; sal à gosto. O procedimento é o básico: frite a cebola, o alho e o arroz. Acrescente o sal e a água e deixe o calor do fogo fazer o resto! Não tem segredo fazer um arroz básico, né?

Por fim, a sobremesa! Como o jantar foi decidido bem em cima da hora não tivemos tempo pra preparar uma sobremesa muito elabora. Então optamos por um creme de chocolate com salada de frutas. Usamos 1 litro de leite integral; 4 colheres (sopa) de amido de milho; 4 colheres (sopa) de achocolatado; canela em pó a gosto; morangos, banana, kiwi, maçã e suco de laranja para a salada de frutas. O preparo do creme é bem simples: aqueça o leite com o achocolatado e a canela. Quando amornar, acrescente o amido de milho previamente diluído em meio copo de leite e vá mexendo até engrossar. Deixe esfriar. Pique as frutas e esprema o suco de uma laranja em cima das frutas para evitar que a maçã e a banana escureça. Quando o creme estiver frio, jogue as frutas por cima e leve para a geladeira até o momento de servir.

Uma coisa que ficou legal nessa sobremesa é que não ficou extremamente doce e a canela de um aroma inconfundível! Mas a minha tristeza foi ter que usar o amido de milho. Infelizmente não tenho encontrado nos supermercados amido de milho livre de OGM, mas sei que usar polvilho ou fécula de batata ou mandioca fornecem a mesma textura. Só não sei a quantidade e a relação tempo/temperatura pra isso. Mas pretendo testar e passar aqui muito em breve!

Toda essa comida foi suficiente para seis pessoas comerem muito bem (e repetirem) e ainda sobrou uma coisinha ou outra. Mas o jantar foi mais do que aprovado! Fica a sugestão para quando receberem alguém em casa e quiserem oferecer pratos coloridos e sem carne!

Ufa! Um post gigante desse valou pelos 40 dias sem aparecer, né? Mas agora não fico mais todo esse tempo sem notícias!

Até breve!

Fernanda

Restaurantes vegetarianos

Postando de solo paulista! Durante esta semana ausente muitos pensamentos vieram pra colocar aqui no blog. No entanto prefiro organizá-los pra poder escrever algo coerente.

Então prefiro deixar o post de hoje com uma sugestão colorida e saudável!

Uma das coisas que mais me agrada em Curitiba é a gama de restaurantes vegetarianos, naturais e macrobióticos que existem, além das feiras de produtos orgânicos que te permitem comprar alimentos de fato saudáveis e diretamente com o produtor. Confesso que vou sentir falta disso na cidade fria do Paraná.

Apesar da imensa variedade de bons restaurantes são poucos que de fato prezam por uma comida vegetariana saudável e variada. Tenho horror aos restaurantes que acham que vegetariano só come soja e fritura. É um tal de “bife de soja”, “almôndega de soja” e não-sei-mais-o-que de soja que me dá arrepios só de colocar o pé na porta do lugar. Poderia ficar falando aqui linhas e linhas sobre a falta de conhecimento da dieta vegetariana e da gastronomia vegetaria por parte de muitos, mas vamos colocar o assunto em etapas ao decorrer do tempo de blog.

Voltando ao fato do restaurante, no meu último dia do semestre em Curitiba resolvi ir conhecer o GreenLife. A localização é bem central, próxima à praça Rui Barbosa: Alameda Doutor Carlos de Carvalho, 271 , esquina com a Visconde de Nácar. O restaurante existe desde 1992 e conta com um lugar muito maior do que simplesmente servir refeições. O restaurante dispõe de uma “lojinha” de produtos naturais – de cenoura e rabanete in natura ao suco de aloe e vera.

O grande destaque do restaurante é que ele preza por oferecer no buffet o máximo possível de alimentos orgânicos. Isso já é um incentivo e tanto pra ir conhecer o local! Me deparei com uma gama de saladas coloridas, pratos quentes variados, sobremesas e sucos naturais. O meu prato teve salada de alface roxa, pepino em cubos com tomate, berinjela a grega, grão de bico, broto de alfafa, abobrinha cozida, agrião, arroz integral, feijão preto, pastelzinho de cenoura, refogado de acelga e assado de triguilho com ricota. O suco era de acerola com goiaba sem açúcar (e sem adoçante, evidentemente), mas também tinha a opção de suco de caja-manga. Fiquei curiosa pra provar mas acabei desistindo porque tinha açúcar. Tudo simplesmente divino! O buffet também ofertava outras saladas e pratos quentes, além de algumas sopas. E das sobremesas, até onde eu vi, tinha iogurte natural, frutas in natura, alguns doces. Também vi alguns complementos como aveia e linhaça. Ufa! Dá pra sair mais do que saciado de lá!

Todos os pratos que peguei estavam saborosíssimos, prezando pelo sabor que cada alimento tem naturalmente e não entupindo tudo de sal e óleo. O ambiente é extremamente agradável com uma música suave de fundo e tudo aparentemente muito limpo. Um simples almoço se torna um momento de se desligar da correria do dia-a-dia e relaxar. Como não balança pra pesar os pratos o buffet tem preço fixo: R$16,00 durante a semana e R$20,00 aos finais de semana. Apesar do valor acho que o custo-benefício vale a pena. Gasta-se mais em comida saudável e economiza na farmácia!

E na  hora de ir embora não resisti às tentações da loja e trouxe pra casa um bolo de amêndoas e damasco que alegava nos seus ingredientes: ovo caipira, manteiga, farinha de trigo, farinha de amêndoa, açúcar (todos orgânicos) e damasco. Simplesmente divino!

Fica à sugestão pra quem mora ou for visitar Curitiba!

Fernanda