Tome cuidado

    Engraçado pensar que há um bom tempo atrás (40.000 a.c.), o homem vivia em cavernas, “escrevia” nas paredes sua história e caçava seu alimento. Isso mesmo, caçava seu alimento (sim! senhoras e senhores somos animais ditos racionais mas muitas vezes eu duvido disso), e por muito tempo se permaneceu assim. Até que um dia o homem deixa de ser nômade e passa a ser sedentário (modalidade de vida que adotamos até hoje só que com algumas diferenças), domesticando animais, fazendo com que não fosse mais necessário correr atrás de sua comida, guardando sementes e cultivando-as, assim não teria que sair pelas matas atrás de frutas, raízes e folhas. Neste momento, o homem passa a ser um agricultor, cultivando seu alimento para sua subsistência. É a partir dai, depois de observar por muito tempo o comportamento e o crescimento das plantações, que se inicia a busca pela qualidade do plantio.

    Depois de muito tempo produzindo alimento nas mesmas áreas agricultáveis, os solos começam a não ser mais tão produtivos assim. O que fazer agora? Desmatar a floresta do lado, arar o terreno e começar a plantar novamente, oras! Pois é, a necessidade da produção de alimentos não é mais para própria subsistência, ela passa a ser para atender uma população, um mercado consumidor. Mas e se não há mais área de cultivo? Os solos que ficaram pobres passam a receber fertilizantes (NitrogênioPfósforoKpotássio) e corretores de pH para que a produção não seja prejudicada  (mas a população aumentou e mesmo assim a produção não é suficiente!). (REVOLUÇÃO VERDE – 60′ e 70′ para acabar com a fome no mundo temos que plantar!). O aprimoramento da tecnologia no campo (no plantio, colheita, irrigação,  preparo do solo, adubação, herbicidas, etc), tinha por objetivo aumentar e melhorar a produção, mas só isso não foi o bastante, já que existe uma busca de ter sempre mais, sustentada por sistemas econômicos extremamente consumistas.

    Finalmente chegamos nos dias atuais, onde as adiversidades trouxeram as pesquisas e com as pesquisas veio o progresso (ai ai pogResso). A busca por uma produção maior, melhor, numa menor área de cultivo tão é intensa que faz o campo ser cada vez mais tecnológico. Considerado um grande “avanço”, o melhoramento genético vem cada vez mais ganhando espaço e  novas sementes geneticamente modificadas (MONSANTO :x) chegam ao mercado para os produtores rurais. Com a proposta de aumentarem a produtividade e acabar com a fome no mundo, estas sementes tem seu DNA modificado para que se tornem resistentes a certos tipos de pragas e/ou herbicidas (Roundup Ready). Sementes mutantes, SIM MUTANTES! Sementes geneticamente modificadas produzem plantas geneticamente motificadas, que por sua vez produzem frutos geneticamente modificados. A mais famosa é a soja transgênica ou soja roundup, criada pela Monsanto e muito cultivada no Centro-Oeste e no Sul do país. Tem esse apelido de soja roundup  (ou soja RR) porque ela foi desenvolvida para ser resistente ao herbicida Roundup Ready, produzido pela Monsanto. Ou seja, o produtor rural planta a soja roundup e faz o controle das ervas daninhas com o herbicida que não vai prejudicar em nada sua linda e verde plantação de soja transgênica. Já todo o resto…† Mas e o problema disso? O grande problema com isso é que como dito ali em cima, uma semente transgênica se desenvolve numa planta transgênica que se reproduzirá com pólens transgênicos (é o pólen que carrega o material genético da planta). Tá, e daí? E daí que a dispersão deste pólen se dá através do vento e ele é carregado para qualquer lugar. Logo, se numa fazenda é plantada soja comum e noutra fazenda ao lado é feito o plantio de soja transgênica, quando a plantação destas duas fazendas florescerem o vento se encarregará de espalhar o pólen de ambas as plantações e, obviamente isso não é possível de ser controlado. Então pólens de plantas transgênicas, carregados pelo vento,  fecundarão plantações de soja comum, fazendo com estas desenvolvam grãos com DNA modificado. Isso não acontece só com a soja, o milho (BT) e tantos outros grãos foram também geneticamente modificados.

    O milho tem uma história de mais de 7 mil anos de cultivo e seu nome significa “sustento da vida”. O milho mais conhecido é o milho amarelo, porém não existe apenas este milho, existe uma centena de variedades com cores, sabores, resistências naturas, sazonalidades distintas de milho que foram ao longo do tempo selecionadas e melhoradas naturalmente para cada tipo de clima, estação do ano e tipo de solo, necessitando de muito menos insumos agrícolas, e com o cultivo do milho trangênico esse reservatório gênico que demorou anos e anos para ser formado corre o risco de ser contaminado com o DNA artificial criado pelo homem.

    Para além do perigo da contaminação gênica, vários estudos feitos em laboratório mostram que o consumo de alimentos trangênicos tem efeitos maléficos aos rins e ao fígado de ratos. O mais assustador de tudo isso é que estes produtos estão nas prateleiras dos supermercados, com seus rótulos lindos e brilhantes, esperando cairem dentro do seu carrinho. Não se tem ao certo o mal que estes alimentos podem causar à saúde humana e, num primeiro momento, quando foram aprovar a liberação para o plantio de alimentos transgênicos (no Brasil, a responsável por isso é a Comissão Nacional Técnica de Biossegurança – CTNBio) contestou-se se eles não fariam mal, porém o sistema ($) fala mais alto. Se um dia vierem a proibir a produção de alimentos geneticamente modificados (o que eu acho difícil) e as criadoras destas sementes ficarem sem cobaias humanas para testá-los, não tem problemas! Se você for ao pet shop comprar ração para seu animal de estimação preste atenção nas embalagens das rações, você encontrará um TRIÂNGULO AMARELO COM UM T NO MEIO que quer dizer: “este produto tem em seus ingredientes OGM (organismos geneticamente modificados)”.

        

ome cuidado!

Cardoso.

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