A diferença que um dia faz!

Setembro já passou da metade e eu desapareci de novo.

Agora que a greve acabou, as aulas recomeçaram e o projeto do meu TCC foi finalmente aprovado pelo Comitê de Ética, liberando assim o meu trabalho na coleta de dados, a correria do dia-a-dia voltou a todo vapor!

Aproveitando o tempinho entre arrumar a casa e estudar, corri aqui pra falar sobre um assunto que me deixou bem pensativa nessas semanas que passaram.

O Facebook é uma das redes sociais mais incríveis que eu tive contato. A possibilidade de divulgar eventos, notícias, novidades e a velocidade com que isso atinge as pessoas é fantástica. E no meio disso começou a surgir uma infinidade de “revolucionários preguiçosos” – pessoas que dizem ser contra isso ou aquilo mas que nas suas atitudes do cotidiano não são muito diferentes daquelas que são a favor do “isso” ou do “aquilo”.

Dentre as muitas manifestações de contrariedade e indignação me deparei com muitos levantando as vozes (ou os dedos) em prol dos direito dos animais, contra os maus tratos e o abandono e contra o rodeio. Vai dizer que você aí que está lendo esse post não viu ou até mesmo colocou uma foto dessa:

Eu achei sensacional o sarcasmo, de verdade! Até me deparar com uma das pessoas que colocou essa foto, quando questionada sobre não sentir pena quando comia churrasco, dizendo que ela não estava maltratando nenhum animal. Como não, cara pálida?

É sempre bom lembrar: a carne não nasce no balcão do açougue, na gondola do supermercado ou na banca de peixe na feira. A carne surge de um animal que nasceu, viveu muitas vezes em condições precárias e com uma alimentação questionável e foi morto brutalmente. Alguém já parou pra pensar que a o bife do almoço é nada mais, nada menos, que um cadáver? Vale lembrar que quando falamos em carne, isso significa boi, vaca, peixe, galinha, porco, coelho, jacaré, javali e mais dezenas de outros animais que são mortos e trazido para os pratos. Por mais absurda que possa parecer a minha afirmação, cansei de ouvir gente me perguntando se nem peixe eu comia quando afirmo que eu não como carne.

Eu não estou dizendo que sou a favor do rodeio ou que as pessoas não podem lutar em prol dos direitos dos animais mesmo que sejam onívoras. Não é isso. Só gostaria de questioná-las: se você é contra os maus tratos, porque consumir a carne que é proveniente de crueldade semelhante?

E por favor, não me venham com aquela história de proteínas, vitamina B12, ferro e não sei mais o que.

A dieta vegetariana equilibrada é  suficiente em proteínas, diferente  da dieta onívora que proporciona um consumo muito superior deste nutriente do que o recomendado.

A anemia ferropriva é outro mito. Existem estudos que demonstram que a ocorrência de anemia em onívoros e em vegetarianos é exatamente a mesma. Isso acontece porque, como o consumo de ferro heme por vegetarianos é menor, a absorção de ferro não-heme acaba sendo maior do que em onívoros, equilibrando a absorção do mineral.

Tem um trecho do livro O Dilema do Onívoro, de Michael Pollan, fala algo mais ou menos assim: dizer que você precisa comer carne para ingerir vitamina B12 é o mesmo que dizer que você tem que fazer sexo pra ter um filho. Comer carne, atualmente, é como fazer sexo: puro prazer. E é exatamente isso! Ovo-lacto vegetarianos conseguem ingerir B12 através dos ovos, leites e derivados. Já os vegans precisam suplementar. Ressalto que a suplementação eficiente é aquela administrada intramuscular e prescrita por um médico. Algumas nutricionistas e médicos indicam a suplementação via oral, mas eu tenho algumas ressalvas sobre isso.

E não deixando de lado o prazer, que muitos o utilizam como justificativa para o churrasco do final de semana, garanto que um prato colorido e sem a morte de animais pode ser extremamente prazeroso! O que falta muitas vezes é conhecimento por parte de cozinheiros, chefs de cozinha, donas de casa e afins sobre formas de preparo, temperos e variedades dos vegetais. Monótono, pra mim, é o famoso quarteto arroz-feijão-bife-batata frita.

Aproveite o embalo e reserve um dia na semana pra salvar três vidas: o café da manhã, o almoço e o jantar. Que tal? A iniciativa SEGUNDA SEM CARNE veio pra mostrar que um único dia já faz a diferença. Tem um vídeo que mostra muito bem o que estou falando:

Aproveite que amanhã é segunda-feira e comece a semana fazendo a diferença! Defenda aquilo que você acredita verdadeiramente. E isso vale pra tudo na vida!

Excelente domingo à todos!

Fernanda

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2 responses to this post.

  1. E a morte dos vegetais, não é cruel? Flores são órgãos sexuais, frutas são úteros grávidos e folhas são pulmões…

    Também são seres vivos e entendem o que está acontecendo tanto quanto uma galinha…

    Responder

  2. Posted by Felipe Andrade on 18 de setembro de 2011 at 10:33 pm

    Parabeens pelo post, muito bem escrito!!! Maneirissimo!

    Responder

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