Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Jantar feliz com chuva feliz!

Pra começar o mês animado!

Domingo a noite, você esta cansado(a), entediado(a), nada de interessante passando na tv, está com fome e quer fazer alguma coisa divertida. O que fazer?

R: COZINHAR, ORAS!

Então foi o que fiz agora a pouco e o resultado foi esteArroz integral, lentilha, cenoura ralada e abobrinha grelhada! E água de coco para acompanhar.

Para preparar tudo foram necessários:

1 xícara de lentilha

1 1/2 copo americano de arroz integral

1 abobrinha pequena

1 cenoura média

2 cebolas, uma média e outra grande

10 dentes de alho (sim, eu gosto de alho!)

1/2 colher de chá de páprica picante

azeite

sal(muito pouco)

Preparando:

Comecei pela lentilha, deixando ela de molho na água 3 horas antes, para facilitar no cozimento. enquanto a lentilha ficava na água piquei a cebola grande e 7 dentes de alho em pedaços grandes. Coloquei no fogo 2 xícaras de água, enquanto isso, coloquei o alho picado na panela e frite-os no azeite até dourar um pouco, logo em seguida a cebola picada. Deixei a cebola refogar um pouco. Escorri a lentilha reservando 1 xícara da água. Coloquei a lentilha na panela com o alho e a cebola, mexi, e quando a água, que estava no fogo ferveu, joguei ela na panela junto com a outra xícara de água. Sal a gosto e 1/2 colher de chá de páprica picante, Mexi, tampei e deixei cozinhando no fogo alto. A lentilha esta boa quando os grãos estão macios, então vá provando de tempos em tempos.

Para o arroz integral piquei os 3 dentes de alho restantes e a cebola média, fritei o alho e a cebola e joguei o arroz ja lavado e escorrido. Mexi e coloquei 4 copos americanos de água. Uma pitada de sal, mexi, tampei e deixei cozinhando no fogo baixo! O arroz integral demora um pouco mais para cozinhar que o arroz branco e precisa de mais água, mas é feito do mesmo modo.

A abobrinha grelhada foi muito simples, parece uma coisa sofisticada mas só no nome. Lavei a abobrinha bem lavada com bucha e sabão! Tirei as pontas e fiz cortes, um transversal, partindo-a no meio e cortes longitudinais com a espessura de 1 centímetro. Pitadas de sal por cima das fatias e coloquei-as no grill elétrico do George que tenho aqui hehehe. Se você não tem um grill elétrico não tem problema, da pra fazer na frigideira, sem óleo se ela for antiaderente ou só um pouquinho de óleo para não grudar se ela não for. Deixe as fatias até dourar, vire do outro lado e deixe até dourar também. A cenoura eu só descasquei e ralei no ralador.

E pronto, montei o prato e tirei a foto. Para acompanhar água de coco que eu apanhei aqui dos coqueiros do condomínio do prédio, coco do meio do cerrado! e foi este o jantar feliz, junto com uma chuva gostosa que a mais de 100 dias não caía por essas bandas de Uberlândia.

Hábraços fortes e bom resto de domingo.

Vinícius.

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A diferença que um dia faz!

Setembro já passou da metade e eu desapareci de novo.

Agora que a greve acabou, as aulas recomeçaram e o projeto do meu TCC foi finalmente aprovado pelo Comitê de Ética, liberando assim o meu trabalho na coleta de dados, a correria do dia-a-dia voltou a todo vapor!

Aproveitando o tempinho entre arrumar a casa e estudar, corri aqui pra falar sobre um assunto que me deixou bem pensativa nessas semanas que passaram.

O Facebook é uma das redes sociais mais incríveis que eu tive contato. A possibilidade de divulgar eventos, notícias, novidades e a velocidade com que isso atinge as pessoas é fantástica. E no meio disso começou a surgir uma infinidade de “revolucionários preguiçosos” – pessoas que dizem ser contra isso ou aquilo mas que nas suas atitudes do cotidiano não são muito diferentes daquelas que são a favor do “isso” ou do “aquilo”.

Dentre as muitas manifestações de contrariedade e indignação me deparei com muitos levantando as vozes (ou os dedos) em prol dos direito dos animais, contra os maus tratos e o abandono e contra o rodeio. Vai dizer que você aí que está lendo esse post não viu ou até mesmo colocou uma foto dessa:

Eu achei sensacional o sarcasmo, de verdade! Até me deparar com uma das pessoas que colocou essa foto, quando questionada sobre não sentir pena quando comia churrasco, dizendo que ela não estava maltratando nenhum animal. Como não, cara pálida?

É sempre bom lembrar: a carne não nasce no balcão do açougue, na gondola do supermercado ou na banca de peixe na feira. A carne surge de um animal que nasceu, viveu muitas vezes em condições precárias e com uma alimentação questionável e foi morto brutalmente. Alguém já parou pra pensar que a o bife do almoço é nada mais, nada menos, que um cadáver? Vale lembrar que quando falamos em carne, isso significa boi, vaca, peixe, galinha, porco, coelho, jacaré, javali e mais dezenas de outros animais que são mortos e trazido para os pratos. Por mais absurda que possa parecer a minha afirmação, cansei de ouvir gente me perguntando se nem peixe eu comia quando afirmo que eu não como carne.

Eu não estou dizendo que sou a favor do rodeio ou que as pessoas não podem lutar em prol dos direitos dos animais mesmo que sejam onívoras. Não é isso. Só gostaria de questioná-las: se você é contra os maus tratos, porque consumir a carne que é proveniente de crueldade semelhante?

E por favor, não me venham com aquela história de proteínas, vitamina B12, ferro e não sei mais o que.

A dieta vegetariana equilibrada é  suficiente em proteínas, diferente  da dieta onívora que proporciona um consumo muito superior deste nutriente do que o recomendado.

A anemia ferropriva é outro mito. Existem estudos que demonstram que a ocorrência de anemia em onívoros e em vegetarianos é exatamente a mesma. Isso acontece porque, como o consumo de ferro heme por vegetarianos é menor, a absorção de ferro não-heme acaba sendo maior do que em onívoros, equilibrando a absorção do mineral.

Tem um trecho do livro O Dilema do Onívoro, de Michael Pollan, fala algo mais ou menos assim: dizer que você precisa comer carne para ingerir vitamina B12 é o mesmo que dizer que você tem que fazer sexo pra ter um filho. Comer carne, atualmente, é como fazer sexo: puro prazer. E é exatamente isso! Ovo-lacto vegetarianos conseguem ingerir B12 através dos ovos, leites e derivados. Já os vegans precisam suplementar. Ressalto que a suplementação eficiente é aquela administrada intramuscular e prescrita por um médico. Algumas nutricionistas e médicos indicam a suplementação via oral, mas eu tenho algumas ressalvas sobre isso.

E não deixando de lado o prazer, que muitos o utilizam como justificativa para o churrasco do final de semana, garanto que um prato colorido e sem a morte de animais pode ser extremamente prazeroso! O que falta muitas vezes é conhecimento por parte de cozinheiros, chefs de cozinha, donas de casa e afins sobre formas de preparo, temperos e variedades dos vegetais. Monótono, pra mim, é o famoso quarteto arroz-feijão-bife-batata frita.

Aproveite o embalo e reserve um dia na semana pra salvar três vidas: o café da manhã, o almoço e o jantar. Que tal? A iniciativa SEGUNDA SEM CARNE veio pra mostrar que um único dia já faz a diferença. Tem um vídeo que mostra muito bem o que estou falando:

Aproveite que amanhã é segunda-feira e comece a semana fazendo a diferença! Defenda aquilo que você acredita verdadeiramente. E isso vale pra tudo na vida!

Excelente domingo à todos!

Fernanda

Tome cuidado

    Engraçado pensar que há um bom tempo atrás (40.000 a.c.), o homem vivia em cavernas, “escrevia” nas paredes sua história e caçava seu alimento. Isso mesmo, caçava seu alimento (sim! senhoras e senhores somos animais ditos racionais mas muitas vezes eu duvido disso), e por muito tempo se permaneceu assim. Até que um dia o homem deixa de ser nômade e passa a ser sedentário (modalidade de vida que adotamos até hoje só que com algumas diferenças), domesticando animais, fazendo com que não fosse mais necessário correr atrás de sua comida, guardando sementes e cultivando-as, assim não teria que sair pelas matas atrás de frutas, raízes e folhas. Neste momento, o homem passa a ser um agricultor, cultivando seu alimento para sua subsistência. É a partir dai, depois de observar por muito tempo o comportamento e o crescimento das plantações, que se inicia a busca pela qualidade do plantio.

    Depois de muito tempo produzindo alimento nas mesmas áreas agricultáveis, os solos começam a não ser mais tão produtivos assim. O que fazer agora? Desmatar a floresta do lado, arar o terreno e começar a plantar novamente, oras! Pois é, a necessidade da produção de alimentos não é mais para própria subsistência, ela passa a ser para atender uma população, um mercado consumidor. Mas e se não há mais área de cultivo? Os solos que ficaram pobres passam a receber fertilizantes (NitrogênioPfósforoKpotássio) e corretores de pH para que a produção não seja prejudicada  (mas a população aumentou e mesmo assim a produção não é suficiente!). (REVOLUÇÃO VERDE – 60′ e 70′ para acabar com a fome no mundo temos que plantar!). O aprimoramento da tecnologia no campo (no plantio, colheita, irrigação,  preparo do solo, adubação, herbicidas, etc), tinha por objetivo aumentar e melhorar a produção, mas só isso não foi o bastante, já que existe uma busca de ter sempre mais, sustentada por sistemas econômicos extremamente consumistas.

    Finalmente chegamos nos dias atuais, onde as adiversidades trouxeram as pesquisas e com as pesquisas veio o progresso (ai ai pogResso). A busca por uma produção maior, melhor, numa menor área de cultivo tão é intensa que faz o campo ser cada vez mais tecnológico. Considerado um grande “avanço”, o melhoramento genético vem cada vez mais ganhando espaço e  novas sementes geneticamente modificadas (MONSANTO :x) chegam ao mercado para os produtores rurais. Com a proposta de aumentarem a produtividade e acabar com a fome no mundo, estas sementes tem seu DNA modificado para que se tornem resistentes a certos tipos de pragas e/ou herbicidas (Roundup Ready). Sementes mutantes, SIM MUTANTES! Sementes geneticamente modificadas produzem plantas geneticamente motificadas, que por sua vez produzem frutos geneticamente modificados. A mais famosa é a soja transgênica ou soja roundup, criada pela Monsanto e muito cultivada no Centro-Oeste e no Sul do país. Tem esse apelido de soja roundup  (ou soja RR) porque ela foi desenvolvida para ser resistente ao herbicida Roundup Ready, produzido pela Monsanto. Ou seja, o produtor rural planta a soja roundup e faz o controle das ervas daninhas com o herbicida que não vai prejudicar em nada sua linda e verde plantação de soja transgênica. Já todo o resto…† Mas e o problema disso? O grande problema com isso é que como dito ali em cima, uma semente transgênica se desenvolve numa planta transgênica que se reproduzirá com pólens transgênicos (é o pólen que carrega o material genético da planta). Tá, e daí? E daí que a dispersão deste pólen se dá através do vento e ele é carregado para qualquer lugar. Logo, se numa fazenda é plantada soja comum e noutra fazenda ao lado é feito o plantio de soja transgênica, quando a plantação destas duas fazendas florescerem o vento se encarregará de espalhar o pólen de ambas as plantações e, obviamente isso não é possível de ser controlado. Então pólens de plantas transgênicas, carregados pelo vento,  fecundarão plantações de soja comum, fazendo com estas desenvolvam grãos com DNA modificado. Isso não acontece só com a soja, o milho (BT) e tantos outros grãos foram também geneticamente modificados.

    O milho tem uma história de mais de 7 mil anos de cultivo e seu nome significa “sustento da vida”. O milho mais conhecido é o milho amarelo, porém não existe apenas este milho, existe uma centena de variedades com cores, sabores, resistências naturas, sazonalidades distintas de milho que foram ao longo do tempo selecionadas e melhoradas naturalmente para cada tipo de clima, estação do ano e tipo de solo, necessitando de muito menos insumos agrícolas, e com o cultivo do milho trangênico esse reservatório gênico que demorou anos e anos para ser formado corre o risco de ser contaminado com o DNA artificial criado pelo homem.

    Para além do perigo da contaminação gênica, vários estudos feitos em laboratório mostram que o consumo de alimentos trangênicos tem efeitos maléficos aos rins e ao fígado de ratos. O mais assustador de tudo isso é que estes produtos estão nas prateleiras dos supermercados, com seus rótulos lindos e brilhantes, esperando cairem dentro do seu carrinho. Não se tem ao certo o mal que estes alimentos podem causar à saúde humana e, num primeiro momento, quando foram aprovar a liberação para o plantio de alimentos transgênicos (no Brasil, a responsável por isso é a Comissão Nacional Técnica de Biossegurança – CTNBio) contestou-se se eles não fariam mal, porém o sistema ($) fala mais alto. Se um dia vierem a proibir a produção de alimentos geneticamente modificados (o que eu acho difícil) e as criadoras destas sementes ficarem sem cobaias humanas para testá-los, não tem problemas! Se você for ao pet shop comprar ração para seu animal de estimação preste atenção nas embalagens das rações, você encontrará um TRIÂNGULO AMARELO COM UM T NO MEIO que quer dizer: “este produto tem em seus ingredientes OGM (organismos geneticamente modificados)”.

        

ome cuidado!

Cardoso.

A JORNADA DA CONTRADIÇÃO

Quando fui embora da 8a. Jornada de Agroecologia em maio de 2009 existia uma inquietação dentro de mim. Me perguntava de que maneira a minha formação dentro do curso de Nutrição poderia contribuir na luta que eu vi estar se construindo dentro daqueles espaços. E hoje, dois dias depois de retornar de Londrina após a 10a. edição do evento, eu trago comigo a resposta.

Desde o primeiro dia de jornada eu observei como era grande o consumo de refrigerantes nos intervalos das mesas e especialmente durante o almoço. No terceiro dia de jornada eu e uma amiga, também futura nutricionista, comentávamos sobre a contradição: fala-se em produção de alimentos saudáveis mas não se pratica o consumo de alimentos saudáveis. E não digo isso só pelo consumo absurdo de refrigerantes, mas também por ver filas homéricas na cantina da Universidade no horário do almoço com as pessoas substituindo o almoço preparado nas cozinhas comunitárias (composto por arroz, feijão, carne e uma imensidão de hortaliças) por um salgado frito qualquer entupido de catchup e maionese.

Logo após o almoço fomos dar uma volta na feirinha ecológica com uma grande variedade de produtos: de livros e artesanatos até queijos, conservas e sementes. De repente, nos deparamos com uma barraquinha logo na entrada da feirinha vendendo produtos da Kraft, Coca-cola, Danone e outra imensidão de produtos oriundos das empresas que menos deveriam estar presentes ali.  Pra coroar os produtos e os vendedores vestindo a camisa literalmente da Agroecologia, uma embalagem de margarina Soya (produto da Bungue) servia como “caixa”. Seria cômico se não fosse trágico.

Passado o momento de fúria e incompreensão, procuramos pela coordenação da Jornada pra questionar a venda daqueles produtos ali. Tal foi o nosso choque ao ouvir que muitas vezes é preferível vender esses produtos e arrecadar o dinheiro do que deixar que as pessoas comprem de outro lugar – usando as palavras da pessoa com quem conversamos a justificativa era de que “elas vão comprar mesmo assim”.

Muita calma nessa hora, cara pálida! A partir do momento que se organiza um evento com um público de 4000 pessoas e que se coloca um posicionamento contra as transnacionais, contra o plantio de sementes transgênicas e uso de agrotóxicos e se propões lutar pela soberania alimentar, esse comportamento condescendente com esse tipo de situação não deveria acontecer. Me soa o auge da hipocrisia debater a produção limpa de alimentos mas por outro lado permitir que armem uma barraca dentro de uma feira ecológica e se permita a venda desse tipo de produto.

Não sou uma perfeita babaca e entendo que estamos inseridos dentro de um sistema e que em alguns momentos fica difícil querer fugir absolutamente do consumo de produtos de determinadas empresas mas num local onde se ergue uma bandeira vermelha a última coisa que deveria acontecer era a venda desse tipo de produto por parte das pessoas que compõe a estrutura do evento. A cantina estava ali e tava cumprindo o seu papel de vender e acumular. Se as pessoas optavam por comprar uma lata de coca-cola ao invés de um suco de uva natural, que era o mesmo preço e ainda vinha 150ml a mais, é porque falta formação.

E constatei, ao final da jornada, que a falta de formação não é só da enorme massa que estava presente durante aqueles quatro dias, mas também da pessoa com quem conversamos sobre o assunto que foi incapaz de se despedir de nós ao final da viagem, olhando de rabo de olho e com cara de desprezo. Tudo o que posso dizer é que sinto pena por saber que existem pessoas dentro da organização de eventos tão bons como é a Jornada de Agroecologia e que não conseguem absorver uma crítica como algo construtivo e não destrutivo. Nossa reclamação foi no intuito de compreender aquela situação e, ao perceber que falta a formação no “depois da colheita” tentar contribuir para fortalecer a luta. De que adianta pregar uma produção limpa e soberana se na hora de consumir a opção é a coca-cola e a coxinha frita em um óleo da Cargill?

A crítica por si só é muito fácil e vazia e não foi isso que fizemos. Percebemos algo que poderia ser diferente e levamos uma proposta pra ajudar a construir um mundo diferente. Por isso é que digo que voltei de Londrina com o coração em paz e com as forças restabelecidas porque consegui encontrar a resposta da pergunta que trouxe há dois anos atrás de Francisco Beltrão. É exatamente pra isso que vai servir ter estudado todos esses anos e debatido tanto sobre alimentação: pra ajudar a construir a concepção de alimentação saudável pra além da produção de alimentos. De sentar com essas pessoas e entender os porquês, o que determina as escolhas e tentar mostrar outros caminhos e outras possibilidades.

Apesar de ter voltado bastante decepcionada com algumas atitudes frente ao ocorrido, a Jornada foi maravilhosa! Os espaços de construção, as conversas informais durante os cafés e almoços valeram pra acrescentar muito! A construção é constante e são esses espaços que renovam as forças e fazem a gente perceber que o mundo precisa dos braços e pernas de todos.

As falas de Sebastião Pinheiro, Ademar Bogo e Álvaro Delatorre foram as que mais fizeram valer a pena a viagem! E sem a menor sombra de dúvidas, a fala da Aleida Guevara na mesa de encerramento me roubou lágrimas e sorrisos! Fiz um vídeo com os cinco minutos finais da fala dela, mas o som ficou bem ruim. Ainda estou tentando transcrever a fala dela pra o português pra poder colocar o vídeo na internet com a legenda pra ajudar a ouvir. Espero que na próxima semana já consiga ter feito isso.

Por hora é isso.

Fernanda.

“Não há outro caminho: ou a Revolução Socialista ou a caricatura da Revolução.”

Greve nas escolas… e um pouco de indignação.

Um pensamento a respeito da greve dos professores no Rio.

 ”Greve é bom?”

Greve É bom!
Porque são nestes momentos que percebemos a saturação das condições de trabalho da classe diante da luta por condições dígnas, melhores salários, jornadas de trabalhos condizentes, cumprimento do que é previsto na lei, dentre tantas outras coisas que assolam a educação. A greve não é só no Rio de Janeiro, toda a região nordeste está em greve desde o começo do ano e se até agora não voltaram as aulas é porque o exigido não foi feito (o mínimo) e torço para que se for necessário o Brasil todo pare. Assim, não só estudantes, seus pais e todos que já sentem a greve de perto, mas também o povo todo e todos os que já saíram da escola acordem para putaria que é, pro caos que é, e quem sabe o mundo todo também. Perder aula é o menor dos problemas com toda a certeza. Não sei se vocês chegaram a assistir a reportagem que passou no Fantástico há uns tempos atrás falando sobre a merenda escolar e toda a robalheira e precariedade que é. Engraçado agora assistir a propaganda medíocre do governo dizendo que a verba da merenda cresceu de 950 milhões para 3 bilhões de reais, um aumento de 131% por cabeça(ou estômago)… Ahh, pelo amor de Deus, aumentou pra que? Pra ter mais verba pra ser desviada? Pra ter mais verba pra parar no bolso de um bando de fi#%@& da p%#$ que nunca colocariam seus filhos numa escola pública porque sabem que é a instituição mais precarizada, desvalorizada e é claro, de maior capacidade de manipulação da massa. Porra… Um pouco de sangue nos olhos não faz mal a ninguém.
Hábraços fortes,
Cardoso.

Pra começar…

Já há algum tempo eu venho mastigando uma série de sabores e nem todos agradam ao paladar.

Quando entrei na faculdade de Nutrição, há quatro anos atrás, eu não podia imaginar o quanto o mundo se abriria pra mim. Acho que dei a sorte de conhecer as pessoas certas no momento certo, o que me possibilitou aguçar o paladar e perceber diferentes nuances dentro de um curso que ainda engatinha em muitos aspectos.

Com o lançamento da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida e depois de um final de semana no Encontro de Saúde Coletiva promovido pelo NESC – UFPR em que tive a oportunidade de ouvir a professora Raquel Rigotto na UFC em suas falas maravilhosas sobre o impacto dos agrotóxicos na saúde do trabalhador da monocultura e da população em geral, eu voltei pra casa me remoendo por dentro e tentando organizar todos os pensamentos.

O fato é que, como futura nutricionista, o maior objetivo é promover e recuperar a saúde da população. Fala-se tanto em prato colorido, alimentação variada, pirâmide de alimentos e outros parâmetros para se falar sobre alimentação saudável que eu questiono: saudável até que ponto? Me orgulho imensamente da minha futura profissão, amo a Nutrição com a alma, mas fico triste ao ver colegas não pararem pra se questionar se o alimento contido na prescrição dietética ao paciente, se na compra dos alimentos para a Unidade de Alimentação e Nutrição e se o alimento oferecido na merenda escolar é de fato SAUDÁVEL. A variedade de alimentos existe, a qualidade microbiológica é garantida mas e a forma de produção desse alimento? Qual é a quantidade de veneno (ou defensivos agrícolas, para os que gostam de um eufemismo) que você está, indiretamente, prescrevendo pro seu paciente, ofertando na sua UAN e na merenda escolar? Qual é a saúde que o seu alimento (não) tem? Estou há um ano de me formar e sinto que vou sair da Universidade sem ouvir a resposta, ou mesmo o questionamento, de muitas das minhas futuras colegas de profissão. No entanto, a responsabilidade por esse questionamento não é só das futuras e futuros nutricionistas, mas de toda a população. Afinal, todos nós comemos, não é mesmo? Bom, ao menos todos deveriam comer e a FOME também está inserida nessa discussão.

Em meio as angústias tive a sorte de encontrar alguém que compartilha de todas elas comigo e toma tanto cuidado com o que consome quanto o que eu procuro ter. Meu companheiro de sonhos, de lutas, de dúvidas e agora de blog, que quando me disse: “As três coisas que matam o homem: o sal, o açúcar e a farinha branca”, me fez perceber que tinha encontrado alguém para dividir devaneios e buscar cada vez mais uma outra concepção de alimentação saudável, trabalhada na sua íntegra.

O prazer que sentimos em comer e em cuidar do que se come é o que tem feito, pouco a pouco, amadurecer a idéia de um restaurante que trabalhe todos os conceitos de alimentação saudável. Não sabemos se um dia os planos sairão do papel, mas o objetivo do blog é divulgar informações sobre alimentação, produção de alimentos e o seu impacto em diversos setores e outros assuntos pertinentes. Quem sabe a gente consiga fazer daqui um pequeno foco de discussão e de divulgação de informações.

Mas agora é hora de ir. Em breve saio de viagem para Londrina (PR), onde vai acontecer a 10a. Jornada de Agroecologia no campus da UEL. Volto sábado com informações e detalhes do evento.

Fernanda

“Hay hombres que luchan un día

y son buenos.

Hay otros que luchan un año

y son mejores.

Hay quienes que luchan muchos años

y son muy buenos.

Pero hay los que luchan toda la vida:

esos son los imprescindibles…”

(Bertold Brecht)